PASTORAL

Dia de Santa Luísa de Marillac

Dia de Santa Luísa de Marillac

Na última quinta-feira, 09 de maio, foi celebrado o Dia de Santa Luísa de Marillac e para comemorar esse dia tão importante, os alunos participaram de vivências que fizeram com que eles conhecessem melhor a história dela e a importância que ela tem para a comunidade vicentina.

Inspirados por esse exemplo de vida, os alunos foram à Capela, fizeram desenhos e produziram uma linha do tempo destacando os momentos mais importantes da vida de Santa Luísa.

Encerramos o dia de Santa Luísa de Marillac com uma linda celebração. Momento especial para a Família CVVP.

Que a coragem e a audácia de Santa Luísa, no século XVII, sejam nossa inspiração nesses tempos difíceis que vivemos.

Obrigado por você ser parte de nossa história.

#CVVP Rumo aos 80 anos

 

 

Conheça um pouco da história:

Luísa de Marillac nasceu em 12 de outubro de 1951, no século XVII, de mãe desconhecida. Seu pai era viúvo na época de seu nascimento e quando se casou novamente, ela tinha três anos.

Sua família era nobre e vários familiares exerciam cargos importantes na corte do rei Luís XIII. Sua vida se assemelhava à nossa nas preocupações mais cotidianas. Em meio às mudanças vividas, ela foi abrindo, aos poucos, seu coração à luz de Deus.

Ainda bem pequena foi confiada às religiosas dominicanas do Mosteiro Real de Poissy, onde eram educadas outras crianças. A educação que recebeu lhe proporcionou uma sólida educação intelectual e religiosa.

Quando seu pai morreu, ela tinha 13 anos e seu tio Miguel tornou-se o seu tutor. Ela deixou Poissy para morar numa pensão para moças onde conheceu a vida simples e pobre. Para ela, era um lugar de formação nas tarefas domésticas.

Aos 15 anos, desejou tornar-se religiosa de uma ordem austera, as Capuchinhas, mas o Padre diretor espiritual do convento não a aceitou em virtude de sua saúde delicada. Profundamente decepcionada, Luísa se submeteu a essa decisão.

Mais tarde, ela obedeceu à sua família que lhe apresentou Antônio Le Gras, simples escudeiro, um dos secretários da rainha. O casamento aconteceu em 1613, quando ela tinha 22 anos e, a partir desse momento, recebeu o nome de Senhorita (mademoiselle) Le Gras, pois o título de Senhora (madame) era reservado à nobreza.

Luísa desabrochou no seu casamento e viveu feliz até 1622, ano em que seu marido adoeceu e se tornou irritadiço. Ela se culpava:  não respeitou a promessa feita a Deus de tornar-se religiosa e eis seu marido, Antônio, doente. Não seria culpa sua?

Ela entrou num período de depressão. Estava tão angustiada e cheia de dúvidas sobre a fé, que desejou abandonar tudo. Em 1623, na festa de Pentecostes, Deus iluminou o seu coração e suas dúvidas desapareceram. Ela compreendeu que seu lugar era junto de seu marido e que Deus estava junto dela e de seu esposo.

Luísa entende que poderia, um dia, viver em comunidade a serviço do próximo, “indo e vindo”, expressão incompreensível numa época em que as religiosas ficavam todas enclausuradas.

Ela cercou seu marido de todos os cuidados até a morte dele, em dezembro de 1625. Viúva, os recursos financeiros passaram a ficar escassos e ela precisou se mudar. Perto de seu novo endereço, morava Padre Vicente de Paulo, que se tornou seu diretor espiritual.

Os dois não sentiram grande entusiasmo ao se encontrarem, tão diferentes eram suas personalidades, ao menos aparentemente. Eles aprenderam a se conhecer e Vicente ajudou Luísa a realizar sua vocação.

Ele pediu que ela visitasse as “Confrarias da Caridade” para encorajar as Senhoras em seus serviços junto aos mais pobres. Luísa saiu de si mesma e tomou consciência das realidades vividas pelos pobres. Ela descobriu as dificuldades enfrentadas pelas senhoras que se colocavam a serviço dessas pessoas, já que não podiam realizar todas as tarefas humildes.

A partir desse momento, dedicou a sua existência para ajudar os pobres e necessitados até o fim de sua vida. Morreu em 15 de março de 1660 em Paris, na França. No ano de 1920 foi beatificada pelo Papa Bento XV e em 1934 foi canonizada pelo Papa Pio XI.

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